

Livro 8 – A Floresta de Thalwynn
Ah, Thalwynn… Ainda posso sentir o gosto de sua névoa em meus lábios e o som de suas folhas sussurrando segredos antigos. Vocês, filhos do presente, podem chamá-la de floresta, mas Thalwynn é mais do que um emaranhado de troncos e raízes para mim. Ela é a canção das primeiras lágrimas de Nammu, o eco de um tempo no qual os sonhos ainda não temiam as sombras. Vi suas árvores se erguerem do solo como se despertassem de um longo sono, cada uma nascida de uma emoção esquecida, de
há 22 horas2 min de leitura


Livro 7 – Abismo de Alvorada
Nos tempos antigos de dor e faísca, quando a luz e as trevas dançavam, ariscas, houve uma rachadura entre céu e chão. O Grande Expurgo, a desolação. Primordiais, responsáveis por moldar o mundo, evaporaram ao vento, em silêncio profundo. Alguns ficaram, outros partiram, e os laços antigos… pouco a pouco se extinguiram. Então Nawa, com olhos de alvorada, e Ashur, Guardião da muda alvorada, desceram à Terra por livre vontade, num tempo de sombras e ambiguidade. Entre os mortais
12 de jul.1 min de leitura


Livro 6 – A queda das cidades irmãs
Ainda consigo ver. Fecho os olhos e volto àquele dia, nada desaparece. Sundara foi a primeira. E eu me lembro do calor. Não era o calor comum do deserto, aquele que faz a pele queimar devagar. Era diferente, mais pesado. O ar cheirava a pedra rachada, a couro queimado das barracas do mercado, a especiarias misturadas com pó. Eu tropeçava nos becos, e o chão parecia vibrar, como se a cidade inteira respirasse pela última vez. Vi Niara na praça do oásis. Ela estava coberta de p
5 de jul.3 min de leitura






