

Livro 10 – A ascensão de Aenora
Dizem que Aenora nasceu onde os véus entre os mundos dançavam como fumaça, na orla esquecida do noroeste de Gaia. Ali, Ekhaya sussurrava à Terra em noites de neblina e encantamento. Desde pequena, ouvia o chamado das Brechas como outros escutam o vento nas folhas. Antes desses portais existirem, tornou-se aprendiz de Nehaleen, a Primordial do Mistério e da Travessia, e logo ultrapassou os limites esperados para os de sua linhagem. Inclusive, criou um baralho de runas vivas ca
há 6 horas2 min de leitura


Ecos de um passado esquecido
O ar carregava uma umidade perfumada, densa, como se cada folha transpirasse vida. Havia ali uma presença inquietante, mas não hostil. Era algo que Cecília não conseguia ver, mas sentia no fundo dos ossos. Não como um sonho comum, onde as imagens se dissolviam no esquecimento assim que os olhos se abriam. Não. Aquilo era diferente. Mais real. Ela deslizou os dedos pelo próprio braço e esperou sentir a estranheza dos sonhos, aquela leve inconsistência que denunciava a ilusão.
26 de jul.13 min de leitura


Livro 8 – A Floresta de Thalwynn
Ah, Thalwynn… Ainda posso sentir o gosto de sua névoa em meus lábios e o som de suas folhas sussurrando segredos antigos. Vocês, filhos do presente, podem chamá-la de floresta, mas Thalwynn é mais do que um emaranhado de troncos e raízes para mim. Ela é a canção das primeiras lágrimas de Nammu, o eco de um tempo no qual os sonhos ainda não temiam as sombras. Vi suas árvores se erguerem do solo como se despertassem de um longo sono, cada uma nascida de uma emoção esquecida, de
21 de jul.2 min de leitura






