

Livro 7 – Abismo de Alvorada
Nos tempos antigos de dor e faísca, quando a luz e as trevas dançavam, ariscas, houve uma rachadura entre céu e chão. O Grande Expurgo, a desolação. Primordiais, responsáveis por moldar o mundo, evaporaram ao vento, em silêncio profundo. Alguns ficaram, outros partiram, e os laços antigos… pouco a pouco se extinguiram. Então Nawa, com olhos de alvorada, e Ashur, Guardião da muda alvorada, desceram à Terra por livre vontade, num tempo de sombras e ambiguidade. Entre os mortais
há 22 horas1 min de leitura


Livro 6 – A queda das cidades irmãs
Ainda consigo ver. Fecho os olhos e volto àquele dia, nada desaparece. Sundara foi a primeira. E eu me lembro do calor. Não era o calor comum do deserto, aquele que faz a pele queimar devagar. Era diferente, mais pesado. O ar cheirava a pedra rachada, a couro queimado das barracas do mercado, a especiarias misturadas com pó. Eu tropeçava nos becos, e o chão parecia vibrar, como se a cidade inteira respirasse pela última vez. Vi Niara na praça do oásis. Ela estava coberta de p
5 de jul.3 min de leitura


Livro 5 – O Grande Expurgo
Havia um tempo em que éramos doze. Doze vozes unidas pela promessa de proteger Ekhaya. Fomos os primeiros escolhidos por Nammu, criados a partir de sua centelha divina e incumbidos de velar pelos sonhos e pelas esperanças deste mundo. Éramos sua obra-prima. Mas também carregamos o maior de seus erros: Kushim. Seu nome ainda ecoa nas profundezas de minha mente, mesmo que os milênios tenham passado. Ele não foi sempre o Devorador. Antes era apenas um homem. Um humano, tocado pe
28 de jun.4 min de leitura





