

Ecos de um passado esquecido
O ar carregava uma umidade perfumada, densa, como se cada folha transpirasse vida. Havia ali uma presença inquietante, mas não hostil. Era algo que Cecília não conseguia ver, mas sentia no fundo dos ossos. Não como um sonho comum, onde as imagens se dissolviam no esquecimento assim que os olhos se abriam. Não. Aquilo era diferente. Mais real. Ela deslizou os dedos pelo próprio braço e esperou sentir a estranheza dos sonhos, aquela leve inconsistência que denunciava a ilusão.
há 24 horas13 min de leitura


Livro 8 – A Floresta de Thalwynn
Ah, Thalwynn… Ainda posso sentir o gosto de sua névoa em meus lábios e o som de suas folhas sussurrando segredos antigos. Vocês, filhos do presente, podem chamá-la de floresta, mas Thalwynn é mais do que um emaranhado de troncos e raízes para mim. Ela é a canção das primeiras lágrimas de Nammu, o eco de um tempo no qual os sonhos ainda não temiam as sombras. Vi suas árvores se erguerem do solo como se despertassem de um longo sono, cada uma nascida de uma emoção esquecida, de
há 6 dias2 min de leitura


Livro 7 – Abismo de Alvorada
Nos tempos antigos de dor e faísca, quando a luz e as trevas dançavam, ariscas, houve uma rachadura entre céu e chão. O Grande Expurgo, a desolação. Primordiais, responsáveis por moldar o mundo, evaporaram ao vento, em silêncio profundo. Alguns ficaram, outros partiram, e os laços antigos… pouco a pouco se extinguiram. Então Nawa, com olhos de alvorada, e Ashur, Guardião da muda alvorada, desceram à Terra por livre vontade, num tempo de sombras e ambiguidade. Entre os mortais
12 de jul.1 min de leitura






